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Deputada Lud Falcão acusa vice-governador de intimidação e postura machista

Deputada Lud Falcão acusa vice-governador de intimidação e postura machista

Uma crise política envolvendo a Prefeitura de Patos de Minas e o Governo de Minas Gerais ganhou novos desdobramentos nos últimos dias após o encerramento do convênio que cedia servidores e estagiários municipais para auxiliar nos trabalhos da Polícia Civil. A decisão, tomada de forma unilateral pelo Estado, ocorreu após o prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, defender publicamente que o custeio da segurança pública seja integralmente assumido pelo governo estadual, por se tratar de uma atribuição constitucional.

Apesar de o Governo de Minas ter informado que assumirá o reforço necessário nas delegacias, chamou a atenção o fato de a dispensa dos funcionários cedidos ter ocorrido exclusivamente em Patos de Minas. O embate administrativo ganhou contornos institucionais após denúncia feita pela deputada estadual Lud Falcão, esposa do prefeito, que afirmou ter sido alvo de uma ligação em tom intimidador por parte do vice-governador Mateus Simões.

Em nota enviada à imprensa, a deputada declarou profunda indignação com o episódio e classificou a postura do vice-governador como “machista, covarde e incompatível com o cargo”. Segundo Lud Falcão, durante a ligação, Simões teria exigido que o prefeito entrasse em contato até a meia-noite para pedir desculpas, sob ameaça de retaliações políticas e administrativas, incluindo restrições de acesso a repartições públicas.

A parlamentar destacou que a ligação foi feita diretamente a ela, no exercício do mandato, e afirmou que não aceitará pressões ou tentativas de intimidação. Para Lud Falcão, a atitude representa não apenas um ataque pessoal, mas também uma afronta institucional, às mulheres que atuam na política e à democracia.

Ainda de acordo com a deputada, a postura adotada pelo governo estadual tem reflexos diretos sobre os municípios, citando como exemplo o corte de estagiários que atuavam junto à Polícia Civil em Patos de Minas. Ela defendeu a necessidade de diálogo, equilíbrio e respeito entre as instituições, e criticou o que classificou como atitudes autoritárias e retaliatórias.

Lud Falcão afirmou que seguirá atuando de forma firme na defesa dos municípios, das mulheres e de uma política baseada no respeito institucional e no compromisso com a população mineira.



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