Chefe de escalas é investigada por suposto esquema de plantões fantasmas em hospital de Rio Paranaíba
Polícia Civil apura desvio de recursos por meio de escalas fictícias; operação apreendeu computador, pen drives e documentos
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga uma mulher de 40 anos, que ocupava cargo de chefia no Hospital Municipal Maria Conceição Fantini Valério, em Rio Paranaíba, por suspeita de comandar um esquema de inclusão de plantões fictícios nas escalas da unidade e receber parte dos valores pagos aos servidores.
A investigação faz parte da operação Plantão Fantasma, deflagrada na segunda-feira (20). Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas cidades de Rio Paranaíba e Ibiá. Os policiais recolheram um computador, cinco pen drives e uma pasta com documentos administrativos, que serão submetidos à perícia técnica em Patos de Minas.
Segundo a Polícia Civil, a investigada era responsável pela elaboração das escalas dos profissionais de enfermagem e teria utilizado a função para incluir plantões que não eram efetivamente realizados. Os servidores recebiam normalmente pelos plantões extraordinários e, posteriormente, parte dos valores seria transferida para a chefe por meio de operações bancárias.
As investigações tiveram início após denúncias recebidas no começo de julho. De acordo com uma testemunha considerada peça-chave no inquérito, o suposto esquema teria começado em outubro de 2024 e permanecido em funcionamento até 2026.
Durante a apuração, os investigadores identificaram mensagens eletrônicas que indicariam orientações sobre a inclusão dos plantões fictícios e o posterior repasse dos valores. A polícia também constatou um aumento considerado atípico na quantidade de plantões extraordinários registrados para diversos servidores em comparação com anos anteriores.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito de Rio Paranaíba, Adriano Alves, afirmou que a administração municipal colaborou com as investigações, disponibilizando documentos e informações solicitadas pela Polícia Civil. O chefe do Executivo também informou que determinou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar os fatos na esfera administrativa.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, apurar a extensão do esquema e calcular o prejuízo causado aos cofres públicos.