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Com reproduções de quadros de Portinari, exposição em Paracatu estimula reflexões sobre a arte, ancestralidade e a luta contra o racismo

Com reproduções de quadros de Portinari, exposição em Paracatu estimula reflexões sobre a arte, ancestralidade e a luta contra o racismo

‘Portinari Negro’ faz parte da programação do Fliparacatu. Exposição estará aberta ao público até o dia 30 de agosto, com entrada gratuita.

O Festival Literário de Paracatu (Fliparacatu) traz uma atração para os amantes da arte e da cultura. Pela primeira vez na cidade, ocorre a exposição “Portinari Negro”, que reúne 42 reproduções das obras do renomado artista Candido Portinari. A inauguração ocorre na segunda-feira (22), na Praça da Matriz de Santo Antônio.

Com entrada gratuita, a exposição estará aberta ao público até 30 de agosto. As obras que serão expostas são feitas em lonas impressas, com os arquivos fornecidos por João Candido Portinari, tutor da obra do pai. Elas serão exibidas em estruturas de dois a três metros de altura, dando a ideia de um museu ao ar livre.

Entre os destaques da exposição estão pinturas como “Retirantes” e “Cana-de-Açúcar”, que mostram a dura vida dos trabalhadores rurais, muitos deles negros, que foram explorados durante séculos no país.

“Sua pintura daqueles tempos é um protesto contra essa falta de intimidade que existe entre nós e aquilo que se chama “realidade brasileira'”, disse João Candido Portinari, filho e diretor-geral do projeto Portinari.

A mostra visa estimular reflexões sobre a arte, ancestralidade e a luta contra o racismo. Portinari é um dos grandes artistas brasileiros e suas obras abordaram questões sociais e políticas, incluindo a injustiça racial e o racismo, além de questões sobre a identificação e também valorização cultural.

“Do mesmo modo que o indígena e o mestiço foram de grande importância para os pintores latino-americanos da renascença mexicana, como Rivera e Orosco, por exemplo, o negro e o mulato foram os grandes inspiradores de Portinari”, comentou João.



Não menos importante do que a reflexão, a valorização cultural e a diversidade também eram retratadas nas obras de Portinari que, por meio das cores, também via vida, a ancestralidade e alegria de um povo forte, além de toda denúncia social por meio das obras.

A presença negra pode ser notada também nas paisagens urbanas. Povoando os morros cariocas, colorindo os festejos da noite de São João, nos alegres grupos de músicos tocando flauta, cavaquinho e violão. As líricas dos casamentos, dos casais, das mães amorosas, das crianças brincando, também recebem a cor quente do marrom e do preto da paleta do artista“, disse João.

Fliparacatu

A exposição “Portinari Negro” faz parte do Fliparacatu, que ocorrerá nos dias 23 e 27 de agosto de 2023, no Centro Histórico da cidade. O evento literário promove a exposição como uma de suas atividades.



A inauguração, quatro meses antes da abertura oficial do evento, tem caráter didático e educacional. Crianças e jovens deverão percorrer a exposição e fazer uma redação, em sala de aula, para concorrer.

Por g1 Triângulo — Paracatu



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