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Polícia Civil indicia dois homens por homicídio e ocultação de cadáver de Eduardo Adelino em João Pinheiro

Polícia Civil indicia dois homens por homicídio e ocultação de cadáver de Eduardo Adelino em João Pinheiro

Impressão digital e vestígios de sangue humano encontrados no veículo da vítima contribuíram para a conclusão do inquérito. Corpo do jovem ainda não foi localizado.

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que investiga o desaparecimento e a morte de Eduardo Adelino, ocorrido em agosto, em João Pinheiro, no Noroeste de Minas. Dois homens, identificados como Thiago Antônio Sampaio, de 35 anos, e Wellington Matheus Alves, de 31, foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

De acordo com as investigações, Eduardo foi retirado à força de sua residência na noite de 9 de agosto. Imagens de câmeras de segurança registraram dois homens arrastando a vítima, que apresentava ferimentos, e colocando-a no banco traseiro de seu próprio veículo, um Fiat Uno branco. Na residência, foram encontrados sinais de arrombamento, móveis revirados e marcas de sangue.

Três dias após o crime, o automóvel foi localizado abandonado em uma área rural próxima à BR-040. Durante a perícia, os investigadores identificaram uma impressão digital de um dos suspeitos e vestígios de sangue humano no interior do carro, além de indícios de uma possível tentativa de ocultar essas marcas.

A investigação também contou com análise de imagens de segurança, depoimentos, laudos periciais e dados telefônicos obtidos mediante autorização judicial.

As prisões ocorreram durante os desdobramentos da Operação Último Vestígio. Thiago foi preso em 24 de agosto, em João Pinheiro. Já Wellington, que não havia sido localizado inicialmente, foi capturado em 4 de setembro, em uma fazenda no município de Dom Bosco, com apoio de policiais civis de Unaí.



Apesar dos avanços na investigação, o corpo de Eduardo Adelino permanece desaparecido. Equipes de segurança e voluntários realizaram buscas em diferentes localidades, incluindo as regiões da Prainha e de Itatiaia, mas sem sucesso.

A família continua cobrando respostas sobre o paradeiro do jovem. A Polícia Civil informou que as buscas permanecem em andamento e são tratadas como prioridade.

Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado para análise do Ministério Público, que poderá oferecer denúncia à Justiça.



Informações que possam contribuir para a localização do corpo podem ser repassadas anonimamente pelo Disque Denúncia 181.



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