Família acusada de manter mulher em regime de escravidão diz que divulgação é prematura e irresponsável

Minas Gerais

A defesa da família acusada de ter mantido uma mulher em regime análogo à escravidão em Patos de Minas emitiu nota, na manhã desta segunda-feira (21), e classificou a divulgação do caso por parte dos fiscais do Ministério do Trabalho como prematura e irresponsável. Os advogados da família alegam que sequer tiveram acesso a todos os elementos que envolvem o caso.

Segundo denúncia do Ministério Público do Trabalho, Madalena Gordiano passou os últimos 38 anos de sua vida em regime análogo à escravidão. Ela estaria sendo submetida ao trabalho de domingo a domingo, sem carteira assinada ou qualquer outro benefício, como descanso semanal, férias e 13º salário. O professor Dalton César Milagres Rigueira afirma que ela não era tratada como empregada e sim como integrante da família.



Em nota, a defesa diz que a divulgação prematura, antes de um processo que por sentença reconheça a culpa, viola direitos e dados sensíveis daquela família e vulnera a segurança pessoal deles. Veja a íntegra da nota:

“Com respeito a todas as interpretações e ao direito de manifestação possíveis e válidas numa democracia, a defesa informa que ainda não teve acesso a todos os elementos que envolvem a senhora Madalena. A divulgação prematura e irresponsável, pelos fiscais e agentes do Estado, antes de um processo que por sentença reconheça a culpa, viola direitos e dados sensíveis daquela família e vulnera a segurança pessoal deles. A defesa seguirá, discreta e séria, atuando exclusivamente nos limites constitucionais e do Devido Processo Legal. Estamos em um momento de confraternização cristã e uma reflexão cautelosa, após conhecimento de todos os fatos nunca criará prejuízos”.

publicada por Maurício Rocha – Patos Hoje



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