Vereadores são indicados para compor CPI que apura irregularidades na prestação de serviço da Copasa em Patos de Minas

Minas Gerais

Instalação da CPI deve ocorrer nesta quinta-feira (10), com escolha do presidente e o relator da comissão. Segundo parlamentares, há denúncias de problemas abastecimento de água e tratamento de esgoto e nas estruturas de esgoto em distritos. Companhia e Prefeitura foram procurados.

Cinco vereadores foram indicados para compor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em Patos de Minas, para investigar denúncias de possíveis irregularidades na prestação de serviço da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) no município. Segundo a Câmara Municipal, a instalação da CPI deve ocorrer nesta quinta-feira (10).



A comissão será composta pelos vereadores Mauji da JL (MDB), Elizabeth Maria Nascimento e Silva (DEM), Lásaro Borges de Oliveira (PSD), Vitor Porto Fonseca Gonçalves (Cidadania) e José Luiz Borges Júnior (Podemos). O PP, o PDT e o Patriota não indicaram membros.

O presidente da Casa, Ezequiel Macedo (PP), estabeleceu que a CPI seja instalada na reunião ordinária que ocorre na quinta-feira (10). Os vereadores indicados deverão escolher o presidente e o relator da Comissão. Após instaurada a CPI, os membros terão 120 dias para concluir as investigações, com possível prorrogação por até 60 dias.

Abertura da CPI

Os vereadores de Patos de Minas aprovaram a criação da CPI durante a reunião extraordinária realizada no dia 27 de maio. Os parlamentares consideraram uma denúncia que chegou à Câmara Municipal sobre um possível descumprimento do contrato existente entre o Município e a Copasa.



Além disso, os vereadores também consideraram problemas verificados na prestação dos serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto em Patos de Minas. Alguns problemas nas estruturas de esgoto em distritos de Patos de Minas também foram citados pelos vereadores.

Segundo a Câmara, a intenção da CPI é “apurar a denúncia, verificar possíveis irregularidades e exigir o fiel cumprimento do contrato entre o Município e a Copasa”.

G1 entrou em contato com a Prefeitura de Patos de Minas, que disse que “a Câmara Municipal tem o papel fiscalizador e está cumprindo a sua função. Não há nada a declarar”.



Também foi feito contanto com a Copasa para falar sobre o assunto. Em nota, a companhia informou que ainda não foi notificada, por isso, não irá se manifestar sobre a CPI em Patos de Minas. Mas ressaltou que está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos.

Nesta segunda-feira (7), o G1 noticiou sobre o investimento da companhia na cidade, justamente para melhorar e ampliar o abastecimento.

Quanto aos investimentos, a Copasa afirmou que tem como objetivo a melhoria constante dos serviços. “Desde 1978, quando a Companhia iniciou a operação de abastecimento na cidade, mais de R$124 milhões foram investidos no sistema de fornecimento. Em 2009, a empresa de saneamento deu início ao serviço de esgotamento sanitário, no qual já investiu mais de R$183 milhões. Na oportunidade, conforme contrato de programa, a empresa também definiu o investimento de mais R$20 milhões no abastecimento, montante que será aplicado na ampliação do sistema a partir deste ano. Na primeira etapa, avaliada em R$12 milhões, serão construídos mais de nove mil metros de redes de distribuição. Já na segunda, avaliada em R$8 milhões, a captação será ampliada.



Já as obras de esgotamento nos distritos pertencentes à Capital do Milho, avaliadas em R$14 milhões, visam à melhoria contínua da prestação dos serviços e partiram do compromisso da Copasa em proporcionar ainda mais qualidade de vida, saúde e bem-estar à população. “

G1



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