Vereador diz na Câmara que Copasa rouba a população com taxa de esgoto

Vereador diz na Câmara que Copasa rouba a população com taxa de esgoto

A reunião ordinária da Câmara Municipal de Patos de Minas desta quinta-feira (19) contou com a participação do secretário municipal de governo Edno Oliveira Brito e do procurador-geral do município Jadir Souto Ferreira, na tribuna livre discutindo sobre as possibilidades de cumprir, caso seja aprovado, o projeto de lei de autoria do vereador Bosquinho, que pretende extinguir a cobrança da taxa de esgoto em Patos de Minas.

O projeto ainda não foi apresentado mas já levantou muitas discussões. Os vereadores questionaram o secretário e o procurador, em muitos pontos a possibilidade e os impactos do projeto, no que diz respeito ao governo municipal. Para Bosquinho, o município vem sendo omisso diante da situação e não tem feito nada para garantir o direito ao serviço já que a população paga por ele.

Na antecipação da discussão sobre a matéria, Bosquinho relembrou que a Copasa desde 2009 colocou em prática a tarifa de esgoto, sem cumprir as metas estabelecidas em contrato. Para ele a companhia vem literalmente “roubando a população patense”, e por isso a necessidade do Projeto de Lei, que quer extiguir em definitivo a cobrança.

O vereador enfatizou também que o município deveria auditar a prestação de serviços para fiscalizar o cumprimento das determinações estabelecidas há cerca de 8 anos. Segundo ele é necessário que o executivo peça o rompimento do contrato, até que seja esclarecido o que já foi arrecadado, e o que de fato tem sido investido no município com a taxa. “A população está sendo sacrificada pela cobrança de um serviço que não vem sendo realizado”, disse Bosquinho.

FONTE: PATOS JÁ

Protocolo define ações de forças de segurança contra explosão de caixas eletrônicos em Minas

Protocolo define ações de forças de segurança contra explosão de caixas eletrônicos em Minas

Agências explodidas, policiais mortos e cidades aterrorizadas pela invasão de bandos fortemente armados: batizada de novo cangaço, a ação de quadrilhas especializadas em estouro de caixas eletrônicos representou, em média, 13 ataques a agências por mês em Minas Gerais neste ano, ou um caso a cada 2,2 dias. De janeiro a setembro foram computadas 120 ações criminosas do tipo.

Mesmo com um recuo de 36,5% em relação ao mesmo período de 2016, quando foram 189 ocorrências, o saldo ainda é preocupante, principalmente pela violência extrema usada pelas quadrilhas, inclusive com ataques diretos às forças de segurança. Diante do quadro, oito instituições, lideradas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), formalizaram esta semana um protocolo de crise para padronizar as ações de cada entidade diante das ofensivas e fortalecer o combate a essa modalidade de ataque. O acordo de cooperação faz parte de um trabalho que já vinha ocorrendo há cerca de dois meses, a partir de determinação do governador Fernando Pimentel (PT) para dar uma resposta ao crime organizado.

Horas depois de formalizado o protocolo, o alarme já soou pela primeira vez para acionar o pacto de ações integradas. Na madrugada de terça-feira, uma agência do Banco do Brasil e outra do Itaú foram atacadas por uma quadrilha em Bambuí, no Centro-Oeste mineiro.

Ainda na terça-feira, mas no Norte de Minas, outro grupo de criminosos com armamento pesado fechou com uma carreta a BR-251, nas imediações de Grão Mogol, para assaltar um carro-forte. Eles interceptaram o veículo de uma transportadora de valores e trocaram tiros com os vigilantes. Em seguida, explodiram uma das portas do blindado, levando quantidade não informada de dinheiro. Cerca de 15 pessoas atuaram nesse caso e há suspeitas de que o grupo esteja ligado a outro ataque, cometido da mesma forma em Unaí, no Noroeste de Minas, em maio. A Secretaria de Segurança Pública confirmou que o conjunto de ações integradas foi adotado nos dois casos, mas sustenta que informações sobre as investigações não podem ser divulgadas, para não prejudicar os trabalhos. Até o fechamento desta edição, ninguém havia sido preso nos dois casos.

As ações padronizadas de cada força de segurança contra a violência desse tipo de quadrilha buscam criar uma forma de reação padronizada para a modalidade de crime, evitando que em cada caso seja adotada uma forma de trabalho diferente, segundo o secretário de estado de Segurança Pública, Sérgio Barbosa Menezes. O objetivo é unificar reações como a preservação dos lugares explodidos, acionamento de planos de cerco e bloqueio e concentração de informações de inteligência levantadas por diferentes órgãos, para prender mais rapidamente os criminosos. Resumidamente, trata-se de definir, uma vez ocorrido o crime, que órgão reage, de qual forma e em que momento.

“O crime de explosão de caixa eletrônico traz consequências que extrapolam a questão da segurança. Há impactos sociais e econômicos para as cidades, muitas vezes pequenas, que dependem daquele terminal que foi alvo de ataque. Nosso foco é sempre reduzir os números, trabalhar cada vez mais para minimizar o impacto para o cidadão. Se temos uma ou 120 ocorrências, nosso esforço será o mesmo, exatamente pelas características dessa modalidade de crime”, diz o secretário.

ARTICULAÇÃO A Sesp coordena um grupo que tem se reunido de forma frequente e conta com a participação da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Ministério Público, além dos demais braços do estado ligados à questão: Secretaria de Administração Prisional (Seap), Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. A criação do grupo de trabalho no governo de Minas, que vinha se articulando também com as forças federais, foi anunciada em setembro por Fernando Pimentel.

O esquema pelo qual deve operar esse esforço conjunto, segundo a Sesp, já está no papel, mas não pode ser detalhado, para não comprometer investigações e o próprio funcionamento da cadeia de ações que pode levar à captura dos criminosos. Mas, como resultado da concentração de esforços nesse tipo de crime, a secretaria informa que, de 12 de junho até 12 de setembro deste ano, 50 pessoas foram presas no estado por envolvimento com explosões de caixas eletrônicos e ataques a bancos. Dois acusados foram capturados mês passado, em Capitão Enéas, Norte de Minas, com um fuzil e duas submetralhadoras, uma pistola, uma espingarda e uma garrucha.

Os dois foram detidos após perseguição policial e bloqueios montados pela Polícia Militar. Com eles havia malotes com dinheiro manchado e também bananas de dinamite. Outras 28 prisões ocorreram em 9 de agosto, em Três Corações (Sul de Minas). Segundo a PM, todos os presos estavam envolvidos em crimes de explosão de caixas eletrônicos e roubos a bancos e a agências postais no Sul de Minas.

Enquanto as forças de segurança procuram padronizar suas ações para contra-atacar, o secretário de Segurança Pública defende uma punição mais pesada para o crime de explosão de caixas e bancos. “Tem que haver uma pena diferenciada, porque é uma ação que atenta contra o poder público. O policial que está na ponta é o representante do Estado. É necessário que haja um qualificador mais pesado para quem pratica explosões de caixas eletrônicos, porque há muitas variáveis que justificam isso: temos uso de explosivos, uso de armamentos pesados, organizações criminosas envolvidas. Não podemos tratar tudo isso como um roubo qualquer”, afirma. Neste ano, o caso de maior repercussão ocorreu em Santa Margarida, na Zona da Mata, onde um Policial Militar e um vigia foram mortos por assaltantes que atacaram as agências locais do Banco do Brasil e do Sicoob.

Sérgio Barbosa Menezes (Secretário de estado de Segurança Pública) RESPONDE:

As explosões de caixas caíram 36,5% no período divulgado. A que se pode atribuir esse resultado?

Temos desenvolvido ações integradas que contam com o apoio e trabalho árduo de várias instituições. Desde que esse tipo de crime passou a preocupar mais, temos tentado aperfeiçoar o trabalho e agregar melhorias na repressão qualificada e no mapeamento das quadrilhas que promovem esse tipo de ação. Um exemplo desse avanço é exatamente a assinatura do termo de cooperação com oito instituições, na última segunda-feira.

Algum outro tipo de crime é alvo dessa cooperação? 

Secretaria de Estado de Segurança Pública coordena uma força-tarefa voltada para a redução de eventos de segurança, em geral, em instituições bancárias. Esse grupo busca resultados não só para explosões de caixas, mas também para crimes com uso de maçarico, assaltos e o crime chamado de “sapatinho” (sequestro de bancários para forçar a abertura de cofres). A força-tarefa tem forte atuação na área de inteligência, com informações que se transformam em operações repressivas e preventivas. Esse grupo promove reuniões mensais de avaliação e planejamento.

Embora o detalhamento do acordo de cooperação técnica seja sigiloso, é possível dar um exemplo prático de como ele pode funcionar?

 A inteligência busca, por exemplo, o mapeamento de quadrilhas para prevenir ocorrências, entender o modus operandi dos envolvidos ou, até mesmo, fornecer informações que levarão à prisão dos envolvidos.

Mobilização e desmobilização

Não é a primeira vez que se forma uma força-tarefa na tentativa de enfrentar o desafio da explosão de caixas eletrônicos em Minas. Em 2013, época em que casos do tipo estavam em franca ascensão, o governo do estado constituiu um grupo de trabalho com objetivo de dar uma resposta à ofensiva, de forma integrada e com ações compartilhadas. Porém, em 2015 a própria administração estadual avaliou que não havia mais a necessidade do esforço concentrado, sob a justificativa de se tratar de um conceito a ser adotado em situações de crise, o que, no entendimento do estado, não ocorria naquele momento. Porém, o avanço de casos com maior emprego de violência – que causaram mortes, deixaram policiais sitiados e cidades sem terminais bancários – levaram a uma mudança de postura. Apesar da redução dos casos, nova força-tarefa foi formada para unificar procedimentos na contraofensiva aos assaltantes.

DESCONFIE

Confira recomendações da Secretaria de Segurança Pública para ajudar no cerco a ladrões de caixas eletrônicos

1) Se você é dono de hotel ou pousada, fique atento a hóspedes com bagagem incompatível com a quantidade de dias que pretendem ficar

2) Caso você seja um morador ou comerciante e perceba movimentação de pessoas muito atípica em sua cidade, alerte as autoridades

3) Se você for dono de algum sítio, esteja alerta a aluguéis pagos com altas quantias, em dinheiro, sem contratos formais nem negociação

Denúncias anônimas podem ser feitas pelo telefone 181.

FONTE: ESTADO DE MINAS

Incêndio consome cerca 400 hectares de vegetação e deixa rastro de destruição em Patos de Minas

Incêndio consome cerca 400 hectares de vegetação e deixa rastro de destruição em Patos de Minas

As primeiras chuvas que caíram sobre Patos de Minas não foram suficientes para acabar com as queimadas e incêndios florestais. Nessa quarta-feira (18), o Corpo de Bombeiros foi acionado para ajudar a controlar as chamas que consumiam áreas de pastagens, árvores, eucaliptos na região de Sumaré.

O incêndio começou por volta de 10h00 dessa quarta-feira e atingiu grandes proporções ao se aproximar da estrada de Sumaré e da BR 365. Os militares chegaram ao local por volta de 13h00 e iniciaram os trabalhos de combate as chamas. Foram necessárias 5 horas de trabalho intenso para conter o fogo.

Cincos casas próximas precisaram ser isoladas para não serem atingidas pelas labaredas. Por sorte ninguém ficou ferido. De acordo com o Tenente Elias, o fogo atingiu cerca de 400 hectares de pastagens, Eucaliptos e muita madeira. Populares uniram forças com os militares do Corpo de Bombeiros para que o incêndio fosse controlado o mais rápido possível.

Mesmo com todo o esforço, o fogo só foi controlado por volta de 18h00, deixando um rastro de destruição. As queimadas e incêndios florestais causam inúmeros prejuízos ao meio ambiente. Além da poluição do ar e do empobrecimento do solo, o fogo provoca a morte de inúmeras espécies silvestres.

O Patos Hoje vem noticiando com frequência a presença de animais silvestres no perímetro urbano. Só essa semana, foram encontrados um Tamanduá-mirim no centro da cidade e um Ouriço Cacheiro no Bairro Várzea.

De acordo com o Tenente Elias do Corpo de Bombeiros, os animais silvestres migram para a cidade em busca de abrigo e alimentação. Ainda não ficou provado se o incêndio foi acidental ou criminoso.

FONTE: PATOS HOJE

Secretaria de Obras de Vazante fechará dolina de quase 40 metros nesta sexta-feira, 20

Secretaria de Obras de Vazante fechará dolina de quase 40 metros nesta sexta-feira, 20

Nesta sexta-feira, 20 de outubro, a Secretaria de Obras de Vazante realizará o serviço de fechamento da dolina que surgiu no bairro Vazante Sul e foi encontrada por moradores nesta última quarta-feira, 18. Veja aqui os detalhes.

Segundo o secretário municipal de obras, Célio Franco, que esteve no local, próximo as Ruas Otaviano Guimarães e Rio Grande do Sul, o serviço de fechamento da dolina será realizado nesta sexta-feira, 20. De acordo com ele, nesta quinta-feira, a Prefeitura vai preparar o material e máquinas para realizar o serviço que deve durar o dia todo. A dolina possui cerca de 40 metros de profundidade e está numa região que sempre há o incidente natural.

Moradores de Paracatu vão ficar até 48 horas em rodízio de água, diz Gerente da Copasa

Moradores de Paracatu vão ficar até 48 horas em rodízio de água, diz Gerente da Copasa

Aconteceu na tarde desta terça-feira (17) uma coletiva de imprensa com a gerente regional da Copasa, prefeito municipal, secretário de meio ambiente e vereadores, para discutir sobre a falta de água no município de Paracatu.

A grande falta de água em Paracatu tem deixado moradores de vários bairros sem o abastecimento de água, por mais de sete dias. A situação se agravou nos últimos dias com falta de água até mesmo em escolas e creches do município, suspendendo aulas e liberando alunos mais cedo.

O prefeito Olavo Conde, solicitou por meio de um ofício enviado a Gerente Regional da Copasa em Paracatu, Elenice Louback Bairros, a redução imediata da cobrança da tarifa da conta de água de todos os usuários de água no município. O pedido ocorreu após centenas de denúncias de moradores, relatando a passagem de ar nos medidores de água, durante o abastecimento e até mesmo durante a falta de água nas residências, o que estaria aumentando  o valor das contas de água.

Durante a reunião, a gerente da Copasa relatou que a situação não está sendo fácil e que a Copasa não esperava estar passando por está grave crise hídrica. Segundo Elenice, o marco da crise hídrica, foi no dia 14 de agosto deste ano, quando passou dez dias sem crise, normalizando abastecimento, chegando a companhia a suspender o rodízio na cidade, devido às chuvas que caíram na região. Entretanto, a crise voltou com força total, estamos vivendo uma crise secular, é a pior crise em 100 anos, disse Elenice.

De acordo Elenice, a Copasa no abastecimento normal atende 74 mil consumidores de 29.249 mil imóveis, nos precisamos de uma vasão de 202 litros por segundo, para atender está demanda, sendo 58 litros por segundo dos poços do Santana e 144 litros por segundo, do ribeirão Santa Izabel, hoje de manhã, o que capitamos do Santa Izabel,  foi  30 litros por segundo, somando com os poços, estamos com uma vazão para atender apenas 40% da população. – Disse.

A Copasa de imediato equipou um poço que estava paralisado e que tem uma vazão de mais de 5 litros por segundo, e somando o Santa Izabel e os poços, temos 95 litros por segundo, para abastecer a cidade. Dos cincos poços que foram marcados e perfurados, apenas dois tiveram vazão de água considerável, mas ainda é baixa. Está sendo perfurados poços com até 300 metros de profundidade para se ter uma vasão considerável. São duas equipes perfurando poços, sendo uma terceirizada e outra da própria Copasa. É um trabalho demorado, pois depois de perfurados os poços é feita uma análise de 24 horas. – Afirmou Elenice.

Ainda segundo Elenice, quatro caminhões pipas adesivados com a logo da Copasa, estará abastecendo moradores porta a porta dos bairros altos da cidade. A Gerente ainda alertou a população para não pegar água de outros caminhões pipas que não estejam com a identificação da Copasa, ou da prefeitura, e  disse que o abastecimento de água por meio dos caminhões pipas é gratuito.

A copasa conta com 12 caminhões pipas que estão buscando água do rio Escurinho para abastecer a central de tratamento de água da Copasa, é que outros quatros caminhões pipas vão chegar para ajudar no abastecimento, somando 16 caminhões pipas trabalhando 24 horas. Já os caminhões pipas porta a porta, vão rodar de 06 da manhã até às 22hs.  O período de desabastecimento de água na cidade será de 48 horas, por causa da vazão de água que está muito baixa. Foram feitos melhorias na setorização da cidade, instalando mais de 30 registros e pontos de redes, para ajudar no abastecimento dos bairros nas partes altas.

Atendendo a solicitação da prefeitura e da câmara, nos vamos trabalhar com a tarifa de consumo médio, com 20%  de desconto nas contas dos consumidores. – Finalizou Elenice.

O secretário de Meio Ambiente Igor Pimentel, relatou que medidas para aumentar o nível de água do ribeirão Santa Izabel está sendo feito e que foi feito  um decreto  de situação de emergência de seca no município de Paracatu, para o ministério de integração nacional, responsável pela busca de recursos financeiros, para disponibilizar mais caminhões pipas para os bairros mais altos. Segundo Igor, o município vai disponibilizar de três a quatro caminhões pipas, para abastecer os órgãos públicos, como hospital, hemodiálise, postos de saúde,  creches e escolas, para evitar que o abastecimento feito porta a porta pela Copasa, não seja interrompido.

O presidente da câmara Ragos Oliveira (PT) não concordou com o desconto proposto pela Copasa e sugeriu que fossem zeradas as contas, já que a população não estava recebendo o abastecimento de água. – Disse.  O parlamentar ainda disse que cada consumidor que está sofrendo com a falta de água, deve ajuizar uma ação contra a Copasa por danos morais e materiais.

O prefeito Olavo Conde falou do problema da falta de água no munícipio, e reforçou que o município está empenhado para ajudar a Copasa a resolver este problema que tem prejudicado toda a população.

FONTE: PARACATU NEWS

Entenda os motivos da falta d’água em Lagamar 

Entenda os motivos da falta d’água em Lagamar 

Por Fabrício Corrêa,

Escassez de chuva, a não renovação do contrato, falta de investimentos por parte da Copasa, ponto de coleta d’água insuficiente e poucos caminhões para buscar água em outros locais. Fatores que colocaram nos últimos anos a população lagamarense em situação crítica, quanto ao abastecimento de água na cidade.

Mas por qual motivo tudo isso aconteceu? A falta de chuva é um grave problema que assola todo país, o que faz com que vários municípios na região enfrente o problema de falta d’água. Mas, especificamente em Lagamar, há outras causas.

Renovação do Contrato – Vencido em 31/12/2012, o município de Lagamar e a Copasa ainda não renovaram o contrato de abastecimento de água no município. O contrato venceu durante mandato do ex-prefeito Ari Batista Pereira, que não iniciou as conversas de renovação com a Copasa ou outra concessionária, ficando esta obrigação para o próximo gestor, Dr. Cássio de Wilde Marra, que assumiu o governo em janeiro de 2013.

Com ou sem taxa de esgoto? – Ainda em 2013, o ex-prefeito Dr. Cássio de Wilde Marra, enviou para Câmara Municipal de Lagamar o projeto de terceirização da água do município. Na proposta o ex-prefeito queria que o processo de licitação fosse aberto para qualquer empresa, desde que não incluísse a taxa de esgoto. Na época, segundo Dr. Cássio, a Copasa só renovaria o contrato se houvesse a inclusão do serviço de Tratamento de Esgoto e, consequentemente, a cobrança da Taxa de Esgoto, como acontece em diversas cidades da região, como: Vazante, Guarda-mor, Patos de Minas e Paracatu.

A Câmara Municipal, na época, não aprovou o projeto, entendendo que não era viável que outra empresa assumisse os serviços, porém a Câmara também foi contrária a inclusão da Taxa de Esgoto, posição que ainda hoje é mantida pelos vereadores Marcio Antonio, Virgílio Corrêa de Assis, Luzimar Borges (Canarinho) e Nelson Gomes, que eram vereadores na legislatura passada (2013-2016) e foram contrários ao projeto e a inclusão do tratamento e posterior taxa de esgoto no Município. A nova legislatura, que inclui os vereadores Geovane Gonzada, Lázaro Rômulo, Silas Vieira, Jodir Cordeiro e Antonio Borges, também é contrária a taxa de esgoto, uma vez que o município já possui a Estação de Tratamento, construída no governo Ari Batista.

Em setembro de 2015, o atual prefeito José Alves Filho (Zico), após assumir a Prefeitura, depois da cassação do mandado de Dr. Cássio, enviou à Câmara o projeto de renovação do contrato com a Copasa, sem a Taxa de Esgoto. O projeto foi aprovado pelos vereadores e, agora, está nos trâmites finais para o processo de renovação.

Renovando resolve o problema da falta d’água? – Segundo as lideranças municipais a renovação do contrato com a Copasa não garante solução do problema de forma imediata. A empresa não fez investimentos nos últimos anos, justamente por não possuir contrato com município. São quase cinco anos sem investimentos e, exatamente nesse período, a crise hídrica se agravou. No local atual da coleta de água, Rio Carrapato, a captação dura menos de três horas e local fica totalmente seco. A Copasa já marcou cinco locais para perfuração de poços no município, mas, para isso, depende da renovação. 

Segundo a Superintendência da empresa, em Patos de Minas, caso a renovação se concretize nos próximos meses, em 2018 Lagamar não enfrentará problemas com a falta d’água.

O prefeito José Alves Filho e a Câmara Municipal de Lagamar desejam a renovação do contrato com a Copasa. Até o dia 27 de outubro está a disposição no Banco do Brasil, Agência dos Correios, Prefeitura e Câmara Municipal a minuta do contrato de renovação que pode ser apreciada por qualquer cidadão lagamarense.

O contrato pode ser acessado também virtualmente no site CorreioRegional.Net:  VEJA AQUI MINUTA CONTRATO COPASA/MUNICÍPIO DE LAGAMAR