Locutor do Galo: Willy Gonser morre aos 80 anos em Belo Horizonte

Locutor do Galo: Willy Gonser morre aos 80 anos em Belo Horizonte

A Rádio Itatiaia de Belo Horizonte anunciou em seu site na manhã desta terça-feira, 22 de agosto, a morte do locutor esportivo Willy Gonser, o narrador esportivo mais completo do Brasil. 

Willy Fritz Gonser (Curitiba, 13 de outubro de 1936 — Belo Horizonte, 22 de agosto de 2017) foi um narrador e comentarista esportivo brasileiro. Cobriu onze Copas do Mundo, teve como apelido “o mais completo do Brasil“, por narrar variados esportes.

Willy Gonser já trabalhou na Rádio Nacional(RJ), Jovem Pan (SP), Gaúcha, Clube, Marumby e Curitibana e nas TVs Gaúcha e Paranaense. Trabalhou na Rádio Itatiaia de 1979 a 2009 como locutor que fazia a cobertura exclusiva de jogos do Atlético Mineiro onde era ovacionado pela torcida do Galo. Com a idade avançada o locutor estava com problemas crônicos de voz e foi afastado da emissora. Em 5 de setembro de 2009 decidiu desligar-se da Itatiaia. Até os dias atuais a massa do Galo sente a sua falta na cobertura dos jogos pela emoção que o locutor transmitia em suas narrações. Durante seu longo período na Rádio Itatiaia dividia o posto de primeiro locutor da emissora com Alberto Rodrigues, que transmite os jogos do Cruzeiro.

Willy Gonser anunciou oficialmente sua aposentadoria no dia 8 de Dezembro de 2009 durante o programa Jogada de Classe, na TV Horizonte. Ele atuava como comentarista esportivo no programa, tendo um comentário que abria o programa. Ele está no Guiness World Record, como o narrador que mais narrou copas do mundo, tendo narrado 11 (1962, 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006).

No dia 06 de Junho de 2015, Willy voltou a trabalhar em rádio, só que agora como comentarista, estreando em um clássico Atlético X Cruzeiro, na Rádio Inconfidência. Na mesma emissora, Gonser também era diretor de esportes e apresentador do programa Observatório do Esporte. No mesmo ano,Willy anuncia sua saída da rádio,apenas 6 meses após sua contratação.Falecimento: 22/08 2017 Causa : pneumonia

Willy faleceu em 22 de Agosto de 2017, em Belo Horizonte.

Blog do Galo: 30 de maio, quando Riascos partiu pra Bola…

Blog do Galo: 30 de maio, quando Riascos partiu pra Bola…

Flávio Nunes, assessor de comunicação, estudante de Jornalismo. Precisou de alguns anos de vida para perceber que nasceu com o imensurável dom de encantar-se com as cores alvinegras da mais grandiosa, envolvente e apaixonante instituição futebolística do mundo, a saber, o Clube Atlético Mineiro ou simplesmente Galo.

 

Quando Riascos partiu pra bola aos 48 da etapa final numa fria noite de 30 de maio de 2013, ameaçava quase literalmente não somente partir, mas triturar os corações de milhões de alvinegros cuja história sofrível os obrigava a viver a mercê da realidade de mais uma desilusão.

Quando o colombiano do México partiu para bola, em milésimos de segundos víamo-nos remetidos às lembranças de “inúmeros Riascos”; 77, 80, 99, 2012. Vilões de chuteiras, apitos e bandeiras.

Quando Riascos partiu pra a bola eu via um gol com suas traves a romper a medida padrão, enlarguecidas, talvez, pelo medo do triunfo dos “secadores” que previamente deliravam só de ver a “menina” na marca da cal.

Quando Riascos partiu pra bola eu estava sozinho num quarto frio, mas com um coração aquecido por uma singela esperança, que confundia o mais desastroso histórico remoto e recente.

Quando Riascos partiu pra bola… Quando Riascos partiu para a bola…

Relembre o lance na Narração do Caixa:

Blog do Galo: Ser Atleticano…

Blog do Galo: Ser Atleticano…

Ser atleticano é desfrutar de um intenso romance com a vida e ser amante da emoção. É abrir mão da vivência na passividade para deixar os sentimentos a mercê de um eterno suspense. É estar apto a testar os limites de sobrevivência, quando o coração, bombardeado por uma estrondosa adrenalina, ameaça sair, buscando refúgio dessa amarga doçura.

Ser atleticano é amar as cores alvinegras mais que o dourado ouro e no adorno preto no branco decorar a existência. É supervalorizar a raça em detrimento a técnica morosa e deixar o sangue quando não se pode doar a vida.

Ser atleticano, indubitavelmente, não é ser um torcedor comum. É gritar Galo em momentos e lugares inadequados, é vestir o sagrado manto nas mais inusitadas ocasiões. É, sobretudo, confundir o mais moderno simpatizante.

Ser atleticano é continuar sendo, mesmo que os intransigentes rivais nos caçoem pelos acachapantes reveses, ainda que os muitos “Simons” não aponte a marca da cal ou que os inescrupulosos Wrights nos deixem em desvantagens numéricas. É ter esperança mesmo que os Riascos partam para bola na imensidão de um Horto mal-assombrado… é acreditar, por mais que os placares inversos nos forcem, em pouco tempo, fazer uma chuva de gols na sequidão das oportunidades.

Ser atleticano é amar o autêntico Atlético. O ORIGINAL. Os outros que sejam goiano, paranaense, madrilenho. O nosso destoa por ser Galo, rei desse terreiro que se expande, alargando além das fronteiras das Gerais.

Ser atleticano está consideravelmente acima de gostar de futebol, de títulos e por modismo aparecer em meros momentos de triunfo. É abraçar o escudo junto com a própria história, lutar contra o tempo, as injustiças e o vento, se esse, por atrevimento ousar soprar ao contrário, pois como diria Roberto Drummond, “Se houver uma camisa preta e branca pendurada no varal durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento.”

Blog do Galo: Um dia em que nada deu certo

Blog do Galo: Um dia em que nada deu certo

Flávio Nunes, assessor de comunicação, estudante de Jornalismo. Precisou de alguns anos de vida para perceber que nasceu com o imensurável dom de encantar-se com as cores alvinegras da mais grandiosa, envolvente e apaixonante instituição futebolística do mundo, a saber, o Clube Atlético Mineiro ou simplesmente Galo.

Claro que o momento não é, como diria o jargão, de caça às bruxas. De um jogo para o outro o Roger não pode tornar um treinador normal, o Cazares não perdeu a técnica, o Fred não deixará de ser um ótimo finalizador, o Gabriel continua um “paredão” e o são Victor não perdeu a canonização pela Massa.

O treinador atleticano optou pelo simples. Na ausência de Robinho, escalou o venezuelano Otero que pouco rendeu. A tática com três volantes, que vem sendo elogiada por todos nós, parece não ser tão consolidada assim como a melhor formação, no caso do adversário começar vencendo, como hoje, contra fraco Fluminense.

Foi um dia chato, nervoso para os torcedores. Um árbitro horrível; conseguiu aflorar os nervos de ambas as torcidas. Como me estressa, essa arbitragem que quer aparecer mais que o espetáculo. Não deixa a bola rolar. O time das Laranjeiras jogou como um time pequeno. Muita cera, muito atraso nas reposições. Jogou no erro do Galo. E como teve erros! Marcos Rocha, que é bom, cometeu um pênalti desnecessário, não subiu no cruzamento da cabeçada de Richarlison. Aliás, um erro de posicionamento incrível da equipe, que deixou várias vezes o lento e pequeno lateral como último homem de marcação, e os zagueiros brigando nas laterais.

O Fred, se não receber bolas “redondinhas”, é inativo, não tem velocidade, não assume um lance individual. As bolas alçadas pelos flancos, pegavam sempre o ataque de costas e os marcadores tiravam numa facilidade incrível. O mais preocupante, é que os armadores insistiam nesses lances infatigavelmente.

Nos raros momentos em que uma bola lançada de longe, em uma tabela pelo alto e encontrou algum alvinegro na cara do gol, faltou precisão. Mesmo com um homem a mais, depois da contusão de Junior Sornoza, tivemos todas as jogadas anuladas. Isso me deixa um pouco preocupado.

Mas, o elenco é bom. Há peças importantes. Precisamos de mais velocidade no ataque. Isso, no decorrer do campeonato será ajustado. Bola para frente! Vida que segue. Perdemos com tempo de recuperação. Espero encontrar um Atlético mais agressivo nos próximos jogos e, principalmente com mais infiltrações. Jogadas pelo chão. Temos a receita que não faltam ingredientes para dar certo. É a vez do Galo!

Blog do Galo: E não é que o tal Roger é bom mesmo!

Blog do Galo: E não é que o tal Roger é bom mesmo!

Flávio Nunes, assessor de comunicação, estudante de Jornalismo. Precisou de alguns anos de vida para perceber que nasceu com o imensurável dom de encantar-se com as cores alvinegras da mais grandiosa, envolvente e apaixonante instituição futebolística do mundo, a saber, o Clube Atlético Mineiro ou simplesmente Galo.

 

Claro que quaisquer comentários afoitos, um entusiasmo exacerbado, nessa hora, não soaria bem. Futebol é um esporte muito imprevisível! Uau, mas que novidade acabei de dizer! Todos as modalidades esportivas são imprevisíveis. Ou alguém imaginaria o Conor McGregor vencendo o Aldo em treze segundos, que Rulon Gardner derrubaria  Aleksandr Karelin? Essa última, nunca tinha nem ouvido falar, mas, pesquisei por maior zebra da história e vejam só o que saiu. Enfim, viver é imprevisível.

Falando sério, de Galo, de Roger… E não é que o gaúcho tem correspondido? Aos poucos o comandante atleticano tem se revelado um ótimo e moderno estrategista. Depois do “nó tático” aplicado em Mano Menezes nas duas finais do Mineiro, após segurar o badalado Flamengo no lotado Maracanã, dar um verdadeiro baile nos argentinos do Godoy Cruz… Além do toque de bola rápido, as infiltrações pelo meio, as triangulações nas laterais, tenho observado muita consistência no time nos últimos jogos. Era, como diria o Galvão, “teste para cardíaco” assistir a “bagunça” de Cuca e Marcelo Oliveira. Era o adversário roubar a bola e encontrar uma avenida nas costas do Marcos Rocha que sempre apoiou o ataque em detrimento a recomposição defensiva.

Hoje tem sido diferente. A ideia de jogar com três volantes caiu como luva na equipe, que ataca e se arma muito rápido na detenção das investida dos rivais. Com o Adilson dando suporte à zaga e saindo muito bem na transição, o Carioca e o Elias preenchendo o meio, os habilidosos Robinho e Cazares perdem um pouco a responsabilidade de marcação e flutuam na inversão de posicionamento pelos flancos. As tabelas e troca de passes com muita movimentação nas duas alas, com Rocha e Fábio Santos apoiando os que caem em ambos setores, facilita encontrar os finalizadores, que variam do Fred ao próprio Elias, sempre surgindo como elemento surpresa.

 

Apenas entendo, diferente do que já está sendo feito, que o treinador devia testar uma nova formação ofensiva, acreditando numa possível ausência do Predestinado camisa nove, que, embora muitos especulam, não creio ser substituído à altura pelo determinado He-Man.

Imagino que seria interessante uma variação tática com um “falso nove”. Mesmo que para isso tenha de abrir mão do esquema, deixando o Robinho como último homem no ataque. Gosto dessas composições onde  abre-se mão de um centroavante fixo, mesmo que seja o Fred, para colocar um cara que saiba cair em diversos setores do campo de forma mais hábil e veloz.

Mas, enfim, contudo que haja um enriquecimento no repertório tático, isso o Roger parece ter de sobra, não devo ficar aqui bancando o entendedor, “cornetando”.  Principalmente nesse caso, onde minha intenção é dar o braço a torcer, já que fui contra a vinda do técnico. Como diria Renato Gaúcho, hoje, Portalupe: “Se comentarista entendesse, de fato, de futebol, deixaria de ganhar mixaria nos bastidores e iria para beira do gramado ganhar 500 mil.” Ponto e basta!

Blog do Galo: É aquela velha nova história: quando está valendo…

Blog do Galo: É aquela velha nova história: quando está valendo…

Flávio Nunes, assessor de comunicação, estudante de Jornalismo. Precisou de alguns anos de vida para perceber que nasceu com o imensurável dom de encantar-se com as cores alvinegras da mais grandiosa, envolvente e apaixonante instituição futebolística do mundo, a saber, o Clube Atlético Mineiro ou simplesmente Galo.

 

Quem não se lembra de Ronaldinho Gaúcho no intervalo do jogo contra o São Paulo, em 2013, ainda na fase classificatória da Libertadores… Na ocasião, o Galo, já classificado em primeiríssimo lugar, apenas cumpria tabela contra o desesperado Tricolor paulista.

“Para falar a verdade, não estou preocupado. Isso tudo pra gente é um grande treino para a próxima fase.” Enfatizou o Bruxo, minutos antes da derrota por 2 a 0 no Morumbi. O Atlético ressuscitara o adversário já quase eliminado. Seria o despertar de um gigante? O time com mais títulos internacionais entre os brasileiros, agora, consolidaria toda sua experiência “copeira” contra os alvinegros?

E a imprensa tratou logo de transformar em oceano, o pingo d’água destilado pelo R10. A repercussão despertou uma espécie de ira motivacional nos são-paulinos, como Rogério Ceni:

– Ele (Ronaldinho) tem todo o direito de vir jogar do jeito que ele quiser, isso não diminui a genialidade dele. Se ele veio para brincar, vai ter a oportunidade de jogar para valer na próxima.

A próxima ou as próximas seriam duas batalhas de ida e volta. Era o tricampeão do torneio tentando impedir a busca do Galo pelo inédito troféu.

A partida de ida, equilibrada. Os paulistas começaram bem melhor, até uma entrada violenta de Lúcio em Bernard mudar todas circunstâncias. Um 2 a 1 com muitas dificuldades. Era de se esperar.

Na volta, no Independência, prevaleceu a mística da arena, quando fazemos de lá a nossa casa: “Caiu no Horto, tá morto!” Fora o baile, as “ameaças”. O suposto “Jason” caiu de quatro. Morreu de fato. Jô (duas vezes) Tardelli e Réver trataram de estabelecer a classificação à próxima fase, sob o grito da Massa: “Ah, é jogo treino! Ah, é jogo treino…”

No final do massacre, o dentuço Gaúcho, ao ser provocado pelo repórter global, não deixou barato: “Aproveitando a deixa, quando tá valendo, tá valendo.”

Por que estou recapitulando todas essas cenas? É que, de um tempo para cá, o glorioso time alvinegro não tem dado bola a jogos que não valem nada. Inclusive – com todo respeito – aos disputados contra o maior rival. Constantemente, perdemos em jogos preparatórios, início de classificação e agigantamos nas grandes decisões. Perdemos em 2013 na reabertura do Mineirão (salão de festas), vencemos com folga na final, com direito a provocação com dancinha. Em 2014, perdemos sem perder. Um 0 a 0 chato, com direito a um pênalti escandaloso, não assinalado em cima de Jô aos 47 da etapa complementar. No final da temporada todos os traumas superados. Atlético prova ao mundo a superioridade em Minas, conquistando o único título nacional disputado em uma final entre ambos. 2015, deu Galo de novo no Mineirão todo azul.

Pois bem… o filme parece repetir-se agora. Perdemos quando podíamos perder. Uma atuação pela insignificante Primeira Liga e outra pelo Mineiro, quando sucumbimos numa desastrosa cotovelada do Fred num zagueiro celeste. Classificamos em primeiro. Desnecessários, os pontos perdidos naquele embate.

No confronto desse domingo (30), o Cruzeiro perdeu a grande oportunidade do ano.  O Galo centrado na competição maior do continente. Gastou muita energia contra o Libertad, enquanto o Mano estudava e preparava a sua equipe. Um placar meio sem sal, mas, interessante para nós que somos soberanos nesse estado, mais precisamente no Horto. E como diria um certo Gênio: “Quando tá valendo…”

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