Cúpula do PT Mineiro minimiza rompimento com MDB



Segundo lideranças do PT mineiro, a decisão tomada pelo MDB em convenção prévia na manhã de terça-feira (1º de Maio), que decidiu pelo lançamento de candidatura própria e rompimento com o governo de Fernando Pimentel (PT), não tem força jurídica.

Por essa razão, os petistas acreditam que os emedebistas que estão atualmente no governo, inclusive quatro secretários estaduais, não deverão deixar os seus cargos, conforme orientação do presidente estadual do MDB, vice-governador Antônio Andrade.





Líder do governo na Assembleia Legislativa, o deputado Durval Ângelo (PT) observa que a decisão do MDB sobre o lançamento de candidatura própria somente será oficializada em julho, quando o partido realizará sua convenção estadual.

Lembrando que os dois partidos já estão juntos há 24 anos no estado, o deputado ainda defende a continuidade da união PT/MDB em Minas.





Na convenção prévia do MDB foram definidos como pré-candidatos ao Governo do Estado o vice-governador Antônio Andrade, o presidente da Assembleia Legislativa Adalclever Lopes e o deputado federal Leonardo Quintão.

Durval Ângelo chama atenção para o fato de que, dos treze deputados estaduais e cinco federais do MDB, apenas quatro compareceram às prévias. “A decisão é apenas do grupo de Antônio Andrade e o MDB em Minas tem várias alas que pensam diferentes. Esse cenário ainda pode mudar muito”, avalia Durval.





A presidente estadual do PT Cida de Jesus também contemporiza a decisão de rompimento do MDB nas próximas eleições. “Se o MDB escolher o caminho deles nós vamos respeitar, mas temos o nosso caminho, que é da reeleição do governador Pimentel. Quem dará as respostas é o povo mineiro”, disse Cida.

Para outros membros da cúpula do partido, o rompimento seria de interesse dos emedebistas ligados ao senador Aécio Neves (PSDB) e a lideranças do MDB em Brasília, que desejam construir um palanque para aliados do presidente Michel Temer em Minas.





(Lando Lacerda – Fonte: EM/UAI)

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