A saúde pública brasileira tem vivido momentos cada vez mais difíceis, com muitas reclamações e uma demanda crescente que não é satisfatoriamente atendida em locais com estrutura insuficiente. João Pinheiro também tem vivido alguns problemas nesse sentido. Recentemente, uma leitora reclamou que seu irmão, internado várias vezes no Hospital Municipal, havia recebido um diagnóstico errado e só conseguiu se recuperar após ser transferido para um hospital em Patos de Minas.

Segundo Maria Aparecida, seu irmão Cleudoaldo Pinheiro de Amorim foi internado no dia 22 de junho e diagnosticado com cinomose, uma doença grave que afeta os cães. “Depois de um tempo eles deram alta do hospital, só que uma vez por dia ele retornava para o hospital para tomar medicação. Onde já se viu isso”, reclama.

Mas Cleudoaldo piorou, precisando ser internado no dia 7 de julho. A partir dali ele ficou tomando soro com a medicação, sem comer e beber, de acordo com a irmã do paciente. Desesperada com a situação, já que Maria Aparecida mora em São Paulo e está longe da família, ela ajudou com telefonemas e os demais parentes na cidade se mobilizaram para reclamar no hospital para algo ser feito. Após muitas solicitações, Cleudoaldo foi levado a um hospital em Patos de Minas, que diagnosticou após exames que ele estava com cirrose hepática.

“A medicação errada agravou o estado dele. Há muitos anos ele bebia, mas faz um tempo já que ele parou. Só que a doença começou a surgir mais forte agora. Após o médico descobrir que ele estava com cirrose a medicação para o outro problema foi suspensa”, relatou, destacando que após o novo diagnóstico e o tratamento correto, Cleudoaldo está em franca recuperação.

Sobrinha também sofreu com atendimento

Maria Aparecida relata outro problema vivido por um familiar. Sua sobrinha Daiane, 18 anos, perdeu o bebê recentemente e precisou fazer a curetagem para limpar a região uterina. Após dias no hospital sem receber atendimento, ela precisou ir até Patos de Minas para conseguir o atendimento.

“No hospital alegaram que não tinha medicação para fazer a curetagem, que se fosse para fazer a gente tinha que comprar o remédio. Onde já se viu isso? Mas graças a Deus ela foi para Patos de Minas, fez a curetagem e está bem. É muito triste passar por tudo isso”, lamentou.

Fonte: JP Agora