Flávio Nunes, assessor de comunicação, estudante de Jornalismo. Precisou de alguns anos de vida para perceber que nasceu com o imensurável dom de encantar-se com as cores alvinegras da mais grandiosa, envolvente e apaixonante instituição futebolística do mundo, a saber, o Clube Atlético Mineiro ou simplesmente Galo.

Claro que o momento não é, como diria o jargão, de caça às bruxas. De um jogo para o outro o Roger não pode tornar um treinador normal, o Cazares não perdeu a técnica, o Fred não deixará de ser um ótimo finalizador, o Gabriel continua um “paredão” e o são Victor não perdeu a canonização pela Massa.

O treinador atleticano optou pelo simples. Na ausência de Robinho, escalou o venezuelano Otero que pouco rendeu. A tática com três volantes, que vem sendo elogiada por todos nós, parece não ser tão consolidada assim como a melhor formação, no caso do adversário começar vencendo, como hoje, contra fraco Fluminense.

Foi um dia chato, nervoso para os torcedores. Um árbitro horrível; conseguiu aflorar os nervos de ambas as torcidas. Como me estressa, essa arbitragem que quer aparecer mais que o espetáculo. Não deixa a bola rolar. O time das Laranjeiras jogou como um time pequeno. Muita cera, muito atraso nas reposições. Jogou no erro do Galo. E como teve erros! Marcos Rocha, que é bom, cometeu um pênalti desnecessário, não subiu no cruzamento da cabeçada de Richarlison. Aliás, um erro de posicionamento incrível da equipe, que deixou várias vezes o lento e pequeno lateral como último homem de marcação, e os zagueiros brigando nas laterais.

O Fred, se não receber bolas “redondinhas”, é inativo, não tem velocidade, não assume um lance individual. As bolas alçadas pelos flancos, pegavam sempre o ataque de costas e os marcadores tiravam numa facilidade incrível. O mais preocupante, é que os armadores insistiam nesses lances infatigavelmente.

Nos raros momentos em que uma bola lançada de longe, em uma tabela pelo alto e encontrou algum alvinegro na cara do gol, faltou precisão. Mesmo com um homem a mais, depois da contusão de Junior Sornoza, tivemos todas as jogadas anuladas. Isso me deixa um pouco preocupado.

Mas, o elenco é bom. Há peças importantes. Precisamos de mais velocidade no ataque. Isso, no decorrer do campeonato será ajustado. Bola para frente! Vida que segue. Perdemos com tempo de recuperação. Espero encontrar um Atlético mais agressivo nos próximos jogos e, principalmente com mais infiltrações. Jogadas pelo chão. Temos a receita que não faltam ingredientes para dar certo. É a vez do Galo!