Flávio Nunes, assessor de comunicação, estudante de Jornalismo. Precisou de alguns anos de vida para perceber que nasceu com o imensurável dom de encantar-se com as cores alvinegras da mais grandiosa, envolvente e apaixonante instituição futebolística do mundo, a saber, o Clube Atlético Mineiro ou simplesmente Galo.

 

Claro que quaisquer comentários afoitos, um entusiasmo exacerbado, nessa hora, não soaria bem. Futebol é um esporte muito imprevisível! Uau, mas que novidade acabei de dizer! Todos as modalidades esportivas são imprevisíveis. Ou alguém imaginaria o Conor McGregor vencendo o Aldo em treze segundos, que Rulon Gardner derrubaria  Aleksandr Karelin? Essa última, nunca tinha nem ouvido falar, mas, pesquisei por maior zebra da história e vejam só o que saiu. Enfim, viver é imprevisível.

Falando sério, de Galo, de Roger… E não é que o gaúcho tem correspondido? Aos poucos o comandante atleticano tem se revelado um ótimo e moderno estrategista. Depois do “nó tático” aplicado em Mano Menezes nas duas finais do Mineiro, após segurar o badalado Flamengo no lotado Maracanã, dar um verdadeiro baile nos argentinos do Godoy Cruz… Além do toque de bola rápido, as infiltrações pelo meio, as triangulações nas laterais, tenho observado muita consistência no time nos últimos jogos. Era, como diria o Galvão, “teste para cardíaco” assistir a “bagunça” de Cuca e Marcelo Oliveira. Era o adversário roubar a bola e encontrar uma avenida nas costas do Marcos Rocha que sempre apoiou o ataque em detrimento a recomposição defensiva.

Hoje tem sido diferente. A ideia de jogar com três volantes caiu como luva na equipe, que ataca e se arma muito rápido na detenção das investida dos rivais. Com o Adilson dando suporte à zaga e saindo muito bem na transição, o Carioca e o Elias preenchendo o meio, os habilidosos Robinho e Cazares perdem um pouco a responsabilidade de marcação e flutuam na inversão de posicionamento pelos flancos. As tabelas e troca de passes com muita movimentação nas duas alas, com Rocha e Fábio Santos apoiando os que caem em ambos setores, facilita encontrar os finalizadores, que variam do Fred ao próprio Elias, sempre surgindo como elemento surpresa.

 

Apenas entendo, diferente do que já está sendo feito, que o treinador devia testar uma nova formação ofensiva, acreditando numa possível ausência do Predestinado camisa nove, que, embora muitos especulam, não creio ser substituído à altura pelo determinado He-Man.

Imagino que seria interessante uma variação tática com um “falso nove”. Mesmo que para isso tenha de abrir mão do esquema, deixando o Robinho como último homem no ataque. Gosto dessas composições onde  abre-se mão de um centroavante fixo, mesmo que seja o Fred, para colocar um cara que saiba cair em diversos setores do campo de forma mais hábil e veloz.

Mas, enfim, contudo que haja um enriquecimento no repertório tático, isso o Roger parece ter de sobra, não devo ficar aqui bancando o entendedor, “cornetando”.  Principalmente nesse caso, onde minha intenção é dar o braço a torcer, já que fui contra a vinda do técnico. Como diria Renato Gaúcho, hoje, Portalupe: “Se comentarista entendesse, de fato, de futebol, deixaria de ganhar mixaria nos bastidores e iria para beira do gramado ganhar 500 mil.” Ponto e basta!