Joesley Batista revela em sua delação mais uma área do governo usada por Eduardo Cunha para cobrar propina: o Ministério da Agricultura, à época, comandado pelo peemedebista Antônio Andrade.

O dono da JBS afirmou ter desembolsado 7 milhões de reais a Lucio Funaro e Cunha, em 2013. Em troca do suborno, a pasta regulamentou a exportação de despojos (subprodutos do abate bovino) e alterou regras relativas a aplicação de vermífugos.

As traficâncias, de acordo com a delação, eram operados por um indicado de Cunha no ministério, Rodrigo Figueiredo.

O vice-governador de Minas, Antonio Andrade, esclareceu nesta segunda-feira, 22, que não é acusado nas delações da J&F.Andrade destacou que as citações a seu nome ‘ocorreram em agenda oficial, pública’. O vice-governador de Minas anotou, ainda, que ‘a relação que se estabeleceu depois entre um líder partidário e um grande empresário não é de sua responsabilidade’
Antonio Andrade declarou apoio à Lava Jato.

LEIA A ÍNTEGRA DOS ESCLARECIMENTOS DE ANTONIO ANDRADE

“Ressalto que não sou acusado de nada nas delações da J&F. As citações que envolvem meu nome ocorreram em agenda oficial, pública, quando eu era ministro da Agricultura. Cargo que ocupei por indicação do meu partido, com então 81 deputados na Câmara. Garanto que nada de impróprio aconteceu naquela audiência. Já a relação que se estabeleceu depois entre um líder partidário e um grande empresário não é da minha responsabilidade. Em sintonia com a posição da maioria das mineiras e dos mineiros, apoio as investigações do Ministério Público e espero que a Justiça puna os culpados”.