Você sabia? Só em 2019 morreram no Brasil 796 pessoas infectadas com a gripe H1N1



O presidente da República, Jair Bolsonaro, tem comparado as pandemias dos dois vírus para defender que há um exagero em relação à reação ao novo coronavírus. À RecordTV, na noite de domingo, afirmou: “O número de pessoas que morreram de H1N1 no ano passado foi da ordem de 800 pessoas. A previsão é de que não chegará nesta quantidade de óbitos no coronavírus. Tem certos números que têm que ser levados em conta”

Bolsonaro se referia ao número de mortos pelo H1N1 em 2019 que, de fato, foi de 796 casos. Durante a pandemia, foram registrados 2.060 óbitos pelo vírus Influenza no Brasil, em 2009, e outras cerca de 100 mortes no ano de 2010, quando o país já distribuíra vacina à população. Isso foi durante o período de dois anos. Foram confirmados 58.178 casos em 2009. Mas a comparação mostra que o coronavírus tem gerado mais mortes em períodos curtos.

Como histórico, em abril de 2009, a OMS recebeu notícia de transmissão sustentada de um novo vírus Influenza A (H1N1) na região do México e dos EUA. Em junho daquele ano, a entidade declarou a pandemia da doença. E manteve o status de pandemia até agosto de 2010. Em seu último relatório, registrou as 18.449 mortes no mundo, em um total de 651 mil casos. Em casos oficiais, a letalidade seria de 2,8%. Mas estudos posteriores estimaram um número bem superior de mortes e de casos: a letalidade foi avaliada em 0,026%.

Para ele, o potencial de transmissão entre os dois vírus é semelhante. Mas lembrou que o Brasil, por exemplo, passou a ter vacina contra H1N1 já em 2010, o que reduziu o efeito da pandemia naquele ano. Por enquanto, não há nem antivirais, nem vacina de ação comprovada contra o novo coronavírus, embora sejam realizados testes com diversas substâncias.



Outro fator apontado pelo infectologista da UFRJ é que, em dez anos, o sistema de notificação no mundo tornou-se mais eficiente. “Aumenta a percepção de mortes também”, disse ele.

Medidas restritivas mais brandas
Governos de diversos países adotaram medidas restritivas bem mais brandas durante a pandemia de H1N1. No Brasil, houve inspeções sanitárias nos aeroportos, e as férias escolares do meio do ano foram prorrogadas em alguns Estados. No exterior, houve interrupção de aulas em pontos dos EUA e do México, com isolamento em algumas poucas cidades.



Agora, governos do Rio de Janeiro, de São Paulo e de outros Estados impedem a circulação de pessoas e o comércio. E, mundialmente, foram adotadas medidas de supressão para evitar contato social em boa parte dos países atingidos pela pandemia que já chegou a 189 nações.



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