Vice-prefeito de Lagamar pede para Câmara apurar eventual quebra do contrato por parte da COPASA



Em reunião ordinária da Câmara Municipal de Lagamar, realizada na terça-feira, 07 de maio, o vice-prefeito do Município, Luiz Antonio Rodrigues, ao usar a Tribuna Livre, compartilhou sua indignação com a COPASA, empresa que presta os serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto na cidade.

Segundo o vice-prefeito, desde o ano de 2012 a empresa não consegue prestar um atendimento satisfatório ao município. Ele ressaltou que há bairros na cidade em que a água não chega por até sete dias.

O contrato entre o município de Lagamar e a COPASA venceu em 2012 e foi renovado apenas em 2017. Por cinco anos a empresa prestou serviço na cidade sem contrato, porém com sérios problemas de abastecimento no período, no qual foi preciso inclusive buscar água na cidade de Vazante, através de caminhões de pipa.

Uma das alegações da empresa é que sem o contrato não poderia haver investimentos no município para garantir o abastecimento da população. Durante as negociações para assinatura do contrato foi solicitado pelo prefeito municipal, José Alves Filho, o presidente da Câmara na época, Marcio Antonio Pereira, e os demais vereadores que não houvesse a inclusão da Taxa de Esgoto e que houvesse investimentos para solucionar o problema da falta de água na cidade. A Taxa de esgoto não foi inclusa, porém quatro anos depois ainda não houve investimentos por parte da COPASA e, consequentemente, a cidade enfrenta sérios problemas, mesmo nos períodos chuvosos.



Na reunião do dia 07 de março um engenheiro da COPASA esteve na Câmara Municipal e apresentou um projeto de melhorias no sistema de água Lagamar, porém pediu mais 12 meses para solução do problema. O que, de fato, não agradou a população e nem os poderes legislativo e executivo.

Diante isso, o vice-prefeito de Lagamar, Luiz Antonio Rodrigues, apresentou um requerimento a Câmara Municipal pedindo que a casa instaure uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as irregularidades no contrato, por parte da empresa, afim de, caso seja oficialmente constatadas, encerrar o vínculo contratual, por quebras de cláusulas.



A assessoria jurídica da Câmara Municipal se manifestou sobre o caso: “Como é necessário requerimento de 1/3 dos vereadores no caso, o Presidente da Câmara vai indagar aos pares se têm interesse em encampar a solicitação do Vice-Prefeito e assinar requerimento de criação da comissão para apuração do fato determinado, qual seja, falhas no serviço de fornecimento de água pela concessionária COPASA, assunto de relevante interesse para os consumidores desse serviço. Da parte do Presidente, a disposição em atender a solicitação do vice-prefeito é evidente, esperando que seus pares tenham a sensibilidade necessária para serem signatários do requerimento.”



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